Ouvir rádio

Pausar rádio

Offline
Aumenta a tensão em Ormuz, lançada a operação EUA "Projeto Liberdade"
Por Administrador
Publicado em 05/05/2026 10:45
Novidades

Uma situação complexa, em meio a mãos estendidas e ameaças de ataque, põe em risco a frágil trégua de quatro semanas e a vacilante mediação para pôr fim ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã. Teerã lançou ataques contra os Emirados Árabes Unidos e Omã, nos quais duas pessoas ficaram feridas. "Não tínhamos a intenção de atingir os Emirados", disse o Irã posteriormente, em meio ao crescente alarme no Golfo.

A questão do Estreito

A batalha agora se deslocou efetivamente para Ormuz, em meio a declarações e negações sobre a operação estadunidense "Projeto Liberdade" (Project Freedom). Os militares dos EUA alegaram ter interceptado mísseis e drones iranianos que tinham como alvo seus navios, os quais auxiliavam embarcações na passagem estratégica, e ter neutralizado seis pequenas embarcações iranianas. Este é um evento que nunca aconteceu, de acordo com Teerã, que reitera seu controle da passagem marítima e alega ter atingido um navio de guerra dos EUA perto da Ilha de Jask, uma alegação que Washington nega. O que parece certo neste momento é que foi uma embarcação sul-coreana que foi atingida. Este evento levou o presidente dos EUA, Donald Trump, a pedir à Coreia do Sul que se juntasse ao "Projeto Liberdade". "Este é um bom momento para nossos parceiros intensificarem seus esforços e pressionarem o Irã", acrescentou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que também abordou a China com uma proposta para auxiliar nos esforços para abrir o Estreito. Enquanto isso, o papel da operação dos EUA foi confirmado pela gigante dinamarquesa de transporte de carga Maersk, que anunciou que na segunda-feira, 4 de maio, um de seus navios conseguiu passar pelo Estreito sob escolta militar dos EUA.

Ameaças dos EUA

"O Irã será varrido da face da Terra" se atacar navios estadunindenses envolvidos no Projeto Liberdade , ameaçou o chefe da Casa Branca, embora tenha descrito Teerã como "mais maleável" e as negociações em curso como "muito" positivas. Por sua vez, o Irã afirmou que eventos como os de Ormuz sinalizam "que não há solução militar para a crise política". As negociações", acrescentou Teerã, "estão progredindo graças aos esforços do Paquistão. Os Estados Unidos devem se precaver para não serem arrastados para um pântano novamente por mal-intencionados", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. "Os Emirados Árabes Unidos devem fazer o mesmo."

 

Comentários
Comentário enviado com sucesso!